CBN - A rádio que toca notícia

POLÊMICA

Site do Exército mostra erros da Operação Lava Jato e ataca o MPF

Em artigo publicado no site da Força (“O Mistério da Lava Jato”), o Exército explora as vulnerabilidades da Operação Lava Jato para um ataque duro ao Ministério Público Federal (MPF)

08/02/18, 21:09

A
decisão da Procuradora Geral da República (PGR) Raquel Dodge de propor ao STF (Supremo Tribunal Federal) a revisão de sua interpretação da Lei da Anistia, para que os torturadores possam ser processados, provocou uma reação imediata do Exército brasileiro.
 
Em artigo publicado no site da Força (“O Mistério da Lava Jato”), o Exército explora as vulnerabilidades da Operação Lava Jato para um ataque duro ao Ministério Público Federal (MPF).
 
O texto trata da informação fornecida pela força-tarefa da Lava Jato afirmando que foram perdidas as chaves de acesso ao sistema My Web Day, da Odebrecht.
 
Veja o artigo completo dpágina do Exército Brasileiro na internet:
 
O mistério da Lava-Jato
 
O ótimo repórter Thiago Herdy, neste O GLOBO, publicou – no último 29 de janeiro – matéria cujo teor, importantíssimo e escandaloso, é tão eloquente sobre o estado de coisas no Brasil quanto o fato de haver pouco repercutido é representativo do espírito do tempo em que vivemos. Chama-se “Chaves para abrir segredos da Odebrecht estão perdidas” e dá conta de que o cidadão brasileiro provavelmente jamais saberá o que abriga um dos sistemas usados pelo setor de Operações Estruturadas da empreiteira para organizar a distribuição de propina. A trama se complica quando somos lembrados de que a entrega dos dados reunidos no programa – Mywebday é o nome do troço – compõe o acordo de leniência firmado pela empresa.
 
Há seis meses, cinco discos rígidos com cópia das informações – e dois pen drives que deveriam dar acesso ao software – chegaram ao Ministério Público Federal. Desde então, porém, nada. Nem MPF nem Polícia Federal conseguiram restaurar-lhe o conteúdo. De consistente mesmo, a respeito, apenas o movimento – em curso – para abafar a história e deixar tudo como está, e a desconfiança de que o trabalho por quebrar os códigos do programa foi deliberadamente negligenciado. Um exemplo, na melhor das hipóteses, da profundidade da incompetência em questão: o MPF simplesmente não testou as chaves de acesso no momento da entrega do material. Hoje, suspeita-se – tudo, claro, sob investigação – de que os dispositivos tenham sido apagados e reescritos. Que tal? Respire fundo, leitor, para lidar com a declaração a seguir: “O sistema está criptografado, com duas chaves perdidas. Não houve meio de recuperar. Nem sei se haverá. Não houve qualquer avanço nisso.”
 
Oi? O quê? Como é? A coisa fica especialmente confusa quando revelado o autor dessa fala – que seria blasé não fosse irresponsável: Carlos Fernando dos Santos, um dos coordenadores da Lava-Jato em Curitiba, cujo tom francamente despreocupado com o interesse público é inconsistente com o histórico sempre tão indignado do doutor, embora exato em expressar o modelo de atuação escolhido pelos procuradores da força-tarefa.
 
São muitas as dúvidas. Todas derivam da falta de transparência acerca do conteúdo do Mywebday. O Ministério Público Federal recebeu o material – extraído de servidor na Suíça – em agosto de 2017. Nunca se falou sobre a impossibilidade de ser lido. Desde então, conforme noticiado, a única restrição de acesso – muito problemática – tinha origem contratual: segundo uma das cláusulas estabelecidas no acordo com a Odebrecht, só os procuradores poderiam analisar os dados – em detrimento, claro, da Polícia Federal, o órgão investigador por excelência. Algumas reportagens, entre agosto e novembro do ano passado, registraram o motivo da seletividade: o MPF zelava pela exclusividade – e aqui o colunista tenta não rir – para evitar que os documentos vazassem.
 
Paralelamente, fontes da PF faziam circular na imprensa a avaliação de que o Ministério Público Federal – também como componente da briga corporativa por poder entre as duas instituições – impunha-se como único a custodiar as informações porque desejava o monopólio para manuseálas, e porque a empreiteira teria receio de que temas não abordados nas colaborações premiadas de seus executivos pudessem ser explorados pelos policiais. Em setembro, em resposta a pedido da defesa do ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro determinou que o sistema fosse periciado pela Polícia Federal – mas também sobre os desdobramentos dessa decisão prevaleceu a desinformação.
 
Não daria outra. A falta de clareza a respeito do Mywebday e as legítimas desconfianças decorrentes do que é obscuro criaram as condições para a ascensão influente de narrativas falaciosas como a do petismo – e ofereceram elementos para que a defesa de Lula acusasse o MPF de tratar o software como inviolável para esconder a ausência de provas, nos documentos, que sustentassem a palavra de delatores da Odebrecht contra o ex-presidente.
 
Incontroverso é que o episódio – o descaso para com a substância do sistema – evidencia mais uma vez a distorção no modo como o Ministério Público Federal compreende e usa o instituto da colaboração premiada. Essa deturpação de finalidade autoriza algumas reflexões. Por exemplo: se o MPF tivesse priorizado o ingresso ao programa, talvez encontrasse conjunto de informações capaz de tornar prescindíveis os acordos de delação (ou boa parte deles) firmados com quase 80 executivos da Odebrecht. Se tivesse se dedicado, antes de tudo, a decifrar o sistema (ou a comprovar a impossibilidade de fazêlo), quem sabe o Estado brasileiro se livrasse de ter de oferecer tantos benefícios a tanta gente; e quem sabe a colaboração premiada deixasse de ser muleta para investigadores incompetentes (e/ou apaixonados pelo palanque) e se tornasse o que é: recurso complementar. Nesse caso, é provável, teríamos mais provas e menos heróis.
 
Uma pergunta final e urgente: se a entrega do conteúdo codificado no Mywebday integra o acordo de leniência da empresa, e se, afinal, sua leitura for mesmo inexpugnável, isso não significará comprometer gravemente o contrato firmado entre empreiteira e Estado brasileiro? Ficará por isso mesmo?
 
Tem caroço a ser pescado nesse angu.
 
Fonte: O GLOBO – RJ
Fonte: JL
TODAS AS NOTÍCIAS DO PORTAL
31/08/18, 15:24 | VIOLÊNCIA - Filho de Crivella é recebido a bala em favela do Rio de Janeiro
31/08/18, 14:56 | PESQUISA - Rejeição a Bolsonaro bate 61% e Haddad já empata com capitão em 2o turno
31/08/18, 14:51 | INVESTIGAÇÃO - Em 308 cidades brasileiras, há mais eleitores do que habitantes
31/08/18, 14:12 | ELEIÇÕES - Governo do Rio: Romário, Paes e Garotinho empatados na margem de erro
30/08/18, 22:20 | POLÍTICA - 'Sem apreço pelas pessoas', diz Geraldo Alckmin sobre Jair Bolsonaro
30/08/18, 22:10 | POLÍTICA - Marina no JN: 'Se tem uma pessoa que assume posições essa sou eu'
30/08/18, 21:43 | COMITÊ - Desaparecidos no Brasil chegam a mais de 786 mil em 10 anos
30/08/18, 17:27 | TRANSPARÊNCIA - Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal de 2000 a 2016
30/08/18, 16:27 | ELEIÇÕES 2018 - DataPoder360: potencial de voto de Haddad “apoiado por Lula” é de até 34%
30/08/18, 16:23 | ECONOMIA - No Rio, Temer diz que deverá manter reajuste de servidores
30/08/18, 16:18 | EDUCAÇÃO - "Se quiserem melhorar o PIB, olhem para a educação", diz ministro
30/08/18, 16:16 | SAÚDE PÚBLICA - Sarampo e pólio: Piauí e mais 11 estados têm vacinação abaixo da média nacional
30/08/18, 16:11 | POLÍTICA - Defesa de Lula quer garantir a participação dele no horário eleitoral
30/08/18, 16:08 | PRIVATIZAÇÃO - Três distribuidoras da Eletrobras são vendidas em leilão sem disputa
30/08/18, 15:44 | DECISÃO - Presidente do TRE-PI é afastado das eleições pelo TSE por supeição
30/08/18, 14:30 | ELEIÇÕES - Pool de emissoras no TSE funcionará também aos sábados
30/08/18, 14:26 | ELEIÇÕES - Ministro do TSE nega pedido para retirar nome de Lula de pesquisas
30/08/18, 12:11 | ELEIÇÕES - Janaínna cobra de adversários políticos compromissos com Luzilândia
30/08/18, 12:00 | POLÍTICA - Propaganda eleitoral no rádio e na TV começa nesta sexta-feira
30/08/18, 11:57 | EDUCAÇÃO - Alunos deixam ensino fundamental com desempenho pior do que entraram
30/08/18, 11:41 | EDUCAÇÃO - Maioria no ensino médio não aprende o básico de português e matemática
30/08/18, 09:08 | POLÍTICA - Presidenciáveis arrecadaram R$ 71,5 milhões, mostra TSE
30/08/18, 08:55 | EDUCAÇÃO - STF julga constitucionalidade do ensino domiciliar no Brasil
30/08/18, 08:28 | ELEIÇÕES 2018 - Santinhos somam 56% dos gastos com propaganda eleitoral
29/08/18, 21:20 | PESQUISA - Lula lidera em 23 estados, Bolsonaro em 4 e Alckmin não decola
29/08/18, 20:48 | PESQUISA - Ibope em Minas Gerais põe Dilma na liderança para o Senado: 22%
29/08/18, 20:43 | POLÍTICA - Dirceu diz que ‘há tempo’ para transferir votos de Lula para Haddad
29/08/18, 20:41 | POLÍTICA - ‘Nós criamos um mártir’, diz Gilmar Mendes sobre Lula
29/08/18, 13:22 | AÇÃO SOCIAL - Arielle Paiva, a futura Biomédica e projetista defensora do Meio Ambiente em Luzilândia
29/08/18, 12:23 | ECONOMIA - Inadimplência cresce também entre trabalhadores de renda mais alta
« Anterior 121 - 150 | 151 - 180 | 181 - 210 | 211 - 240 | 241 - 270 | 271 - 300 | 301 - 330 | 331 - 360 | 361 - 390 | 391 - 420 Próximo »
JORNAL LUZILANDIA - O Futuro Começa Aqui
Copyright 2003 - Todos os direitos reservados
SITE FILIADO À LITIS CONSULT - REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS
CNPJ nº 35.147.883/0001-41 / CCN Comunicação.com Nordeste
Jornalista Renato Araribóia de Britto Bacellar - Homenagem Especial
Luzilândia - Teresina - Piaui - Brasil
CEP:64049-600 - Rua Lemos Cunha, 1544 - Ininga- Teresina-PI
Telefones: (86) 8804.2526 - 8100.6100
jornalluzilandia@hotmail.com | jornalluzilandia@gmail.com
création de site