CBN - A rádio que toca notícia

POLÍTICA

De alianças ao vice: Os obstáculos na caminhada de Aécio nas eleições de 2014

Enquanto se consolida como o nome tucano para disputar a Presidência em 2014, o senador mineiro se depara com desafios que terão de ser superados se o partido não quiser passar mais quatro anos na oposição

25/12/13, 19:08

A
campanha eleitoral de 2014 só deve tomar corpo a partir de março. Mas, desde já, os candidato começaram a mapear os obstáculos que encontrarão no ano que vem. No caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deverá ser o adversário tucano de Dilma Rousseff, algumas dificuldades já são claras. Para construir uma candidatura sólida, será preciso amarrar os palanques estaduais, assegurar a unidade interna do partido e tentar minar a ampla base de apoio de Dilma – já que é pouco provável que o PSDB consiga causar alguma defecção no bloco dominante.

Durante algum tempo, a falta de unidade interna foi apontada como o principal problema para a consolidação da candidatura de Aécio: a ala paulista do partido, especialmente o grupo ligado ao ex-governador José Serra, ofereceria resistência ao projeto do senador mineiro. Aos poucos, a oposição a Aécio foi se enfraquecendo: em maio, ele assumiu a presidência do partido. Mesmo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o líder do partido na Câmara, o paulista Carlos Sampaio, afirmam que o momento é de Aécio. Na última semana, depois que Aécio lançou as bases programáticas de sua campanha eleitoral, Serra deu um sinal de que consente com a candidatura do mineiro – embora aliados afirmem que ele não tenha cedido definitivamente.

A prioridade de Aécio, agora, passa a ser a montagem de palanques (que não vai mal) e a atração de partidos aliados (que não vai bem).

O PSDB tem, por exemplo, o governador do Pará, Simão Jatene, e o prefeito de Manaus, Artur Virgílio, o que deve garantir bons palanques nos dois principais Estados da região Norte. No maior Estado do Nordeste, a Bahia, os tucanos terão o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), como cabo eleitoral – e esperam montar um palanque forte, com a presença do PMDB, na disputa pelo governo estadual. A legenda tem o governo do Paraná, com Beto Richa, e conversas bem-encaminhadas para fechar alianças com o PP no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Centro-Oeste e no Sudeste, a expectativa é manter a vantagem obtida pelo partido nas eleições de 2010, com José Serra.

Mas também há indefinições: em Minas Gerais, o partido ainda não decidiu quem será o candidato. O ex-ministro Pimenta da Veiga e o deputado federal Marcus Pestana são os nomes mais prováveis. Ambos têm desempenho ainda tímido nas pesquisas eleitorais em que o petista Fernando Pimentel e o peemedebista Clésio Andrade aparecem como os candidatos mais lembrados.

No Rio de Janeiro, o tucano ainda não sabe quem será seu candidato. O PSDB é fraco no Estado, e o projeto de César Maia (DEM) não empolga Aécio. O tucano quer convencer o técnico de vôlei Bernardinho a disputar a sucessão de Sérgio Cabral (PMDB), mas a aposta é incerta. Em São Paulo, Aécio pode ter um clima não tão amigável. Geraldo Alckmin não deve ter uma eleição fácil na busca pelo sexto mandato consecutivo para o PSDB no Estado. E ainda não se sabe como José Serra vai se comportar durante a campanha.

Parcerias - O tucano terá de formar uma coligação sólida, não só para garantir os palanques regionais, mas para assegurar um bom tempo de exposição na TV e no rádio durante o período de propaganda eleitoral gratuita. Hoje, ele tem como seguros apenas os apoios do DEM e do novo Solidariedade. O primeiro partido, esvaziado desde as eleições de 2010, tem 26 deputados. O segundo, por ser recém-criado, tem direito apenas ao tempo mínimo na propaganda eleitoral.

No campo das alianças partidárias, a candidatura do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) tornou o cenário mais árido para Aécio: o PPS, que esteve com os tucanos em 2006 e 2010, já anunciou apoio ao candidato socialista.

Pelas contas do time de Aécio, a aliança atual renderia cerca de quatro minutos de exibição em cada programa eleitoral. A coligação da presidente Dilma Rousseff teria cerca de doze minutos, enquanto Eduardo Campos ficaria com pouco mais de dois minutos. Os tucanos querem assegurar ao menos cinco minutos na TV e no rádio – e estimam que sete seria o melhor cenário possível.

Mas a formação de alianças tem se mostrado uma tarefa árdua: o único partido com negociações abertas além do DEM e do Solidariedade é o PV. Fora isso, resta aos tucanos manter conversas com PTB, PR, PP e PDT para, ao menos, garantir a neutralidade dessas siglas. Desta forma, o tempo de TV das legendas seria distribuído entre os outros partidos, o que amenizaria o desequilíbrio de forças.

Firmadas as alianças, o mais provável é que o DEM pleiteie o posto de vice na chapa. E aí surgirá outro dilema para os tucanos: agradar os tucanos paulistas ou o aliado leal de quase duas décadas? Na primeira hipótese, o nome pode ser o do senador Aloysio Nunes Ferreira. Na segunda, pode ser o também senador José Agripino Maia (RN).

Agripino, aliás, já avisa: "Quando um partido com a história e a estrutura do DEM compõe uma aliança, é de se supor que isso pressuponha a participação na chapa", diz. Certo é que os tucanos querem que o vice seja de São Paulo ou do Nordeste, para facilitar a conquista de votos em áreas onde Aécio tem tereno a ganhar.

Oposição - Aécio Neves nunca fez parte da linha de frente da oposição: no Senado, foi criticado por se esquivar do confronto com o governo nos momentos mais agudos, como as crises que derrubaram ministros durante o governo Dilma. Nos últimos meses, o senador elevou o tom de seu discurso. Mas ainda precisa acertar o tom da campanha: não por acaso, o marqueteiro Renato Pereira deixou a equipe do tucano há poucos dias.

Parte das discordâncias diriam respeito à interação do tucano pelas redes sociais. O time do tucano criou uma ofensiva virtual, mas o próprio Aécio não interage diretamente com os internautas. 

A aproximação – virtual e física – de Aécio com os eleitores é outro tema que precisará ser aprimorado no ano que vem. Especialmente nas regiões onde o senador é pouco conhecido. O tucano já começou a percorrer o país, mas tem se dedicado a encontros com lideranças políticas e do setor produtivo. O corpo a corpo ainda não está em pauta.

Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff elevou a quantidade de viagens e de eventos públicos já no início de 2013. A grande exposição da petista na televisão é uma desvantagem que Aécio ainda não combate com eficiência: para garantir espaço nos meios de comunicação, é preciso gerar fatos relevantes: uma declaração contundente, o anúncio de uma medida original ou uma atitude inusitada – são célebres as fotos de Fernando Henrique Cardoso em cima de um jegue, na campanha presidencial de 1994.

O presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, diz que o mais importante é assegurar ao candidato uma exposição positiva no horário eleitoral e nos telejornais. O deputado federal, que também é um dos estrategistas de Aécio, relativiza o peso dos palanques regionais e dos comícios: "É evidente que a eleição presidencial se decide muito mais pela comunicação de massa, particularmente pela TV. Em 1989, o PRN só tinha um prefeito e o Collor virou presidente", diz. As urnas mostrarão se a estratégia é adequada.

Fonte: JL/Veja
TODAS AS NOTÍCIAS DO PORTAL
23/01/18, 21:50 | JULGAMENTO HISTÓRICO - As armas de Lula e Moro: os principais argumentos de cada lado
23/01/18, 19:49 | POLÊMICA - Conselho da Caixa destitui três vice-presidentes afastados e um volta ao cargo
23/01/18, 19:33 | MANDATO - PGR denuncia vice-líder do governo Temer por omitir depósitos do IR
23/01/18, 19:28 | JUDICÁRIO - Saiba como será o julgamento de Lula em Porto Alegre
23/01/18, 19:21 | DESCONFIANÇA - Procuradoria investiga troca na chefia da Polícia Federal de Santos
23/01/18, 19:13 | ARTIGO - O que está por trás da campanha da Globo
23/01/18, 19:00 | ARTIGO - TJ-PI – Um colegiado com número par e não ímpar!
23/01/18, 14:12 | SAÚDE - OMS vem ao Brasil para acompanhar fracionamento da vacina contra febre amarela
23/01/18, 13:45 | VIOLÊNCIA - Homem é preso após alugar arma e matar rival com tiros e pauladas em Teresina
23/01/18, 13:38 | CORRUPÇÃO - Ex-secretário de Obras do Rio é preso em operação da PF e do Ministério Público
23/01/18, 13:28 | POLÍTICA - Odorico Paraguaçu completa 45 anos e segue atual na política brasileira
23/01/18, 12:05 | REPERCUSSÃO - New York Times: partidário, Moro jogou a democracia brasileira no abismo
23/01/18, 12:01 | ECONOMIA - IBGE: gastos maiores com alimentos e transportes pressionam inflação
23/01/18, 11:58 | VÍRUS - Ministro da Saúde diz que febre amarela está 'sob controle'
23/01/18, 11:29 | BENEFÍCIOS - Rombo na Previdência revela que militar pesa 16 vezes mais que segurado do INSS
23/01/18, 11:18 | LAVA JATO - Defesa de Lula pede prescrição de crimes no caso do triplex
23/01/18, 11:13 | POLÍTICA - Mulheres são apenas 9,9% dos pré-candidatos aos governos estaduais
23/01/18, 11:08 | POLÊMICA - ‘PL da Eletrobras, como está, não passa em 2018 nem nunca’, diz Aleluia
23/01/18, 10:27 | CLT - Lula a sindicalistas: FHC prometeu, mas foi Temer que acabou com 'Era Vargas'
23/01/18, 10:23 | ACIDENTE - Globocop cai e deixa pelo menos dois mortos no Recife
23/01/18, 10:07 | CRIMES - Com ficha polical imensa, ex-prefeito Ronaldo Lages é preso em Esperantina
23/01/18, 09:39 | HISTÓRIA - Primeira negra diplomata no Itamaraty é filha do Piauí
22/01/18, 18:32 | INVESTIGAÇÃO - FAB: avião que caiu com Teori não registrou pane ou mau funcionamento
22/01/18, 18:28 | POLÊMICA - Pré-candidata à presidência, ex-apresentadora da Globo chama Bolsonaro de mentiroso e o desafia para um debate público
22/01/18, 16:26 | DESMANDOS - TCE-PI investigará gastos de carnaval em municípios com dificuldades financeiras
22/01/18, 15:59 | VIOLÊNCIA - Jovem baleada em praia do Rio continua internada em estado grave
22/01/18, 15:54 | POLÊMICA - Governo encaminha ao Congresso projeto com regras para privatizar Eletrobras
22/01/18, 15:50 | LAVA JATO - Moro pede que PF justifique uso de algemas durante transferência de Cabral
22/01/18, 13:35 | VIOLÊNCIA - Jovem é assassinado e namorada morre por engano com tiro na cabeça em Teresina
22/01/18, 13:23 | MANIFESTAÇÃO - Temer é xingado durante caminhada, sorri e ignora protesto
« Anterior 1 - 30 | 31 - 60 | 61 - 90 | 91 - 120 | 121 - 150 | 151 - 180 | 181 - 210 | 211 - 240 | 241 - 270 | 271 - 300 Próximo »
JORNAL LUZILANDIA - O Futuro Começa Aqui
Copyright 2003 - Todos os direitos reservados
SITE FILIADO À LITIS CONSULT - REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS
CNPJ nº 35.147.883/0001-41 / CCN Comunicação.com Nordeste
Jornalista Renato Araribóia de Britto Bacellar - Homenagem Especial
Luzilândia - Teresina - Piaui - Brasil
CEP:64049-600 - Rua Lemos Cunha, 1544 - Ininga- Teresina-PI
Telefones: (86) 8804.2526 - 8100.6100
jornalluzilandia@hotmail.com | jornalluzilandia@gmail.com
création de site