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ENTREVISTA

“Será a eleição mais importante desde a redemocratização”, diz Alvaro Dias

O pré-candidato evitou adiantar quem será o seu ministro da Fazenda caso seja eleito

12/04/18, 15:57

E

m sua fala final, o senador Alvaro Dias destacou a importância do debate promovido pelo Congresso em Foco. “Essa será a eleição mais importante desde a redemocratização. Nesse sentido, a mídia deve contrubiur para que a escolha [do futuro presidente] seja a mais adequada. Se a escolha for infeliz, o Brasil vai continuar sangrando indefinidamente, e nós não sabemos qual vai ser a consequência disso. O momento é grave, e exige responsabilidade pública”, completou.

- Ao final da transmissão ao vivo, o fundador do Congresso em Foco, Sylvio Costa, destacou o apoio da repórter Isabella Macêdo, agradeceu a presença do senador Alvaro Dias e destacou que o site pretende dar continuidade ao Encontro com os Presidenciáveis, série de entrevistas que serão feitas com os pré-candidatos.

- Perguntado pelo jornalista Sylvio Costa sobre como avalia o grande congestionamento de candidaturas à Presidência da República, sendo que nenhuma delas aparece na ponta das pesquisas, o senador considerou que os resultados ainda são prematuros. “O jogo não começou, então pesquisas não valem nada. Em relação à intenção de votos, é prematuro considerar isso como válido para uma análise política consistente”, disse Alvaro Dias. Ele considerou que quando se analisa intenção de votos, as pesquisas procuram esconder a rejeição do candidato, como no caso do ex-presidente Lula. “Há um equívoco de interpretação. Em relação à extrema-direita, o candidato está há 3 anos em campanha, então ele construiu uma visibilidade”, analisou, referindo-se ao deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL.

- Para o senador, o quadro eleitoral ainda está confuso, não sendo possível identificar nem mesmo o posicionamento ideológico de cada um dos pré-candidatos. “Se fosse o técnico da seleção, não sei dizer em que posição colocaria Meirelles [ex-ministro da Fazenda, filiado ao MDB], Temer, Flávio Rocha [empresário e pré-candidato à Presidência pelo PRB]. Há um debate nervoso sobre a questão ideológica no Brasil. Esse debate fica comprometido pela incoerência do quadro partidário brasileiro”, ressaltou.

- “Prefiro apresentar credenciais e deixar que me carimbem da forma que quiserem carimbar”, afirmou Alvaro Dias. “O cidadão brasileiro não quer nem direita, nem esquerda. Para frente, é para frente que devemos caminhar”, acrescentou.

- Ao responder pergunta sobre o financiamento de sua campanha em 1998, que teria sido feito pelo doleiro Alberto Youssef, de acordo com depoimento prestado à CPI da Petrobras, o senador Alvaro Dias afirmou que o próprio depoimento do doleiro o isenta de qualquer tipo de suspeita. “Ele diz que apoiou uma campanha eleitoral minha em 98. Ele não tinha 30 anos de idade. Não tinha esse currículo, não era esse doleiro”. O pré-candidato à Presidência da República destacou que todos os contratos fechados com a empresa que era administrada pela família de Youssef foram declarados à Justiça Eleitoral. “Nossa campanha foi absolutamente correta. Ninguém imaginava àquele tempo essa história que aconteceria hoje”, justificou.

- O senador apontou ainda que sempre conduziu a sua vida pública pautado pelo combate à corrupção, e criticou a tentativa de alguns setores de “querer colocar todos os políticos no mesmo lamaçal”. “No meu caso, não vão conseguir jamais. Tinha um governo sério, que prendeu 28 corruptos através da prisão administrativa que existia à época. Fui o único chefe do Executivo a decretar a prisão de 28 pessoas durante o meu governo”, disse. Alvaro Dias lembrou ainda que nunca fez uso de sua prerrogativa como ex-governador para receber salário como aposentado. “Abro mão há mais de 10 anos de auxílio moradia, verba indenizatória, em respeito ao cidadão, àquilo que eu prego. Nunca recebi nenhum centavo de aposentadoria como ex-governador”.

- No que depender de um eventual governo Alvaro Dias, a legislação sobre o aborto e as drogas não deverá sofrer alterações. No caso do aborto, ressaltou, as excepcionalidades atuais são suficientes.

“Não sou favorável à descriminalização das drogas. Para a ciência é possível [descriminalizar  maconha], desde que a Anvisa fiscalize isso, como exceção à regra, para salvar vidas”, disse.

Para o senador, é preciso enfrentar o tráfico de drogas com investimentos nas fronteiras. Na visão dele, o atual efetivo é insuficiente para impedir o ingresso de drogas no país: “Não temos serviço de inteligência para monitoramento do tráfico de drogas. Temos 87 organizações militares em 16 mil km de faixa de fronteira.”

Alvaro Dias defendeu a realização de uma auditoria da dívida pública. Ele admitiu que a resistência ao assunto é grande. “Algumas pessoas ficam assustadas, pensam em calote, em rompimento de contrato. Mas o nosso objetivo é a transparência.”

“Em 2008, tínhamos R$ 1 trilhão em dívida pública. Agora batemos em R$ 4 trilhões. É preciso fazer balanço dessa dívida”, observou. “Determinados segmentos da sociedade foram prejudicados e outros beneficiados”, ressaltou.

O pré-candidato evitou adiantar quem será o seu ministro da Fazenda caso seja eleito. “Teremos o melhor ministro da Fazenda de todos. Tenho ouvido vários economistas, não gostaria de expor ninguém. Não quer repetir o candidato (Aécio Neves) que indicou o ministro (Armínio Fraga) antes de se eleger.”

O senador disse que tem ouvido vários economistas, inclusive do próprio Senado, da Fundação Getúlio Vargas, gente do Estudo Fiscal Independente. “Ouvi um economista da UnB, de quem tomo emprestada a visão de que temos três grandes desafios: produtividade a longo prazo, investimentos a médio prazo e desafio fiscal a curtíssimo.”

Para ele, o ajuste fiscal é o mais urgente. O desajuste, frisou, representa um “roubo de oportunidades”. “Os brasileiros são tremendamente prejudicados em razão desse déficit. Temos de fazer a reforma do Estado, com eliminação de privilégios.”

Uma das alternativas apontadas por ele é a polêmica reforma da Previdência, que acabou abortada pelo governo Temer devido à falta de apoio. “A palavra reforma ficou desgastada pelo presidente Temer, que não foi capaz de se comunicar com a sociedade”, considerou.

A reforma da Previdência de um governo Alvaro Dias, ressaltou, será diferente. Começará por uma discussão com a sociedade, não será imposta de cima para baixo.

“A reforma é complexa, para que se tenha autoridade, isso passa por uma discussão. Temos de enfrentar o debate. Não vamos impor uma proposta de reforma da Previdência. Temos de fazer balanço, mostrar para a sociedade como foram usados os recursos carimbados para a Previdência. Houve desvio de finalidade? Recursos foram usados em outras áreas? Outra questão é a inadimplência, mais de R$ 400 bilhões, de grandes devedores, não são cobrados.”

Ele citou o exemplo da JBS que, segundo ele, tem dívida previdenciária de R$ 2,6 bilhões com a Previdência, do empresário Eike Batista com débito de R$ 1,8 bilhão, e de partidos políticos. “Como o governo coloca a mão grande no bolso do pequeno se os grandes estão sendo protegidos? São preliminares necessárias. Temos de exercitar a democracia direta para valer.”

- O senador Alvaro Dias se autointitula um eterno contestador. Ele disse que sempre foi opositor. “Só fui governo nos meus quatro anos de governador e em sete meses do governo Fernando Henrique”. Alvaro destaca as ações de sua passagem pelo governo do Paraná como seu grande legado político, além de suas medidas de combate à corrupção que apresentou no Senado.

“As realizações do meu governo foram excepcionais para o período. Inflação era de mais de 80% ao mês. Os estados quebraram. Não era possível planejar a semana seguinte. Era cenário dramático. Talvez tenha sido o grande legado desse histórico de mandatos que tenho no currículo. No final do governo, tinha aprovação de 93% de aprovação da população do Paraná, segundo o Datafolha.

O senador lembrou que o eleitor quer do candidato a presidente, segundo o Datafolha, experiência positiva no e passado limpo.

Alvaro citou alguns de seus principais projetos e leis aprovadas no Senado.

“O projeto de aposentadoria especial para os professores foi de minha autoria. Milhares de professores se aposentaram mais cedo, a lei permite a aposentadoria da professora após 25 anos de trabalho e do professor aos 30.”

O pré-candidato lembrou que foi autor da proposta de emenda à Constituição que destinou aos cofres dos municípios recursos arrecadados com a taxa de iluminação.

“Essa taxa de iluminação pública não caía nos cofres públicas. A proposta de emenda constitucional foi de minha autoria. Com a mudança na Constituição, R$ 27 bilhões caíram nos cofres públicos dos municípios.”

O senador destacou suas propostas de combate à corrupção, área para a qual dispensa grande parte de seu discurso político.

“O mais importante é o fim do foro privilegiado. Só podemos inaugurar nova Justiça no país com o fim do foro privilegiado.” Segundo ele, o foro permite a seletividade na Justiça e coloca 4 mil autoridades em um “pedestal”. “São autoridades inatingíveis. Até hoje, quatro anos após a Lava Jato, não temos qualquer pessoa condenada no Supremo Tribunal Federal. O projeto está na Câmara desde junho, está paralisado porque há resistência. Se for botado em votação, ninguém terá coragem de votar contra, de botar suas digitais contra ele.”

Ele citou que também apresentou em junho do ano passado projeto que permite a prisão após condenação em segunda instância, na tentativa de contornar a controvérsia judicial sobre o assunto. “O projeto também retira o aval do Congresso para a prisão do parlamentar e para a suspensão da prisão do parlamentar. O projeto foi arquivado sem que eu fosse comunicado. Agora, com a descoberta disso pela imprensa, retornei a coleta de assinaturas para que ela volte a tramitar.”

O senador rebateu o questionamento de que há uma contradição em se apresentar como novidade embora tenha 50 anos de vida pública.

“Se eu tivesse 100 anos seria ainda melhor”, brincou. “Para promover essa ruptura, precisa de muita experiência. Vivi nesse monstro do atual sistema política. Quem conhece minha história vai verificar que sempre fui um contestador. Sou candidato especialmente para isso. Esperei em 2010 e 2014 alguém apresentar proposta de ruptura. Ninguém apresentou”, declarou.

Ele também explicou por que trocou sete vezes de partido. “Mudei várias vezes de siglas. Nunca mudei de partido, porque não considero a existência de partidos de verdade no Brasil. Temos uma fábrica de siglas instalada de olho no fundo partidário, é uma desmoralização completa. Algumas dessas siglas se constituem em organizações criminosas, lavanderias de dinheiro sujo. Mudava de sigla para não mudar de lado.”

- Perguntado pelo fundador do Congresso em Foco, o jornalista Sylvio Costa, o que ele pretende fazer para enfrentar o quadro de corrupção que corrói o cenário político, o senador Alvaro Dias avaliou que “o sistema corrupto e fracassado, que colocou o país em anarquia, déficit público arrasador, e uma dívida pública que cresce de forma arrasadora” deve ser substituído. “Não creIo que o Brasil possa alcançar índices de crescimento econômico compatíveis com a sua capacidade enquanto vigorar esse sistema político”.

- O senador Alvaro Dias defende a refundação da República com a aprovação de reformas política, do Estado e de governança. Sem essas mudanças radicais, segundo ele, não é possível haver desenvolvimento econômico. São esses problemas que, na visão do senador, impedem o país de crescer de acordo com suas potencialidades.

“Além do sistema de governança, temos sistema político corrupto. A substituição desse sistema passa pela reforma política e pela reforma do Estado, um conjunto de reformas. Não basta reduzir o tamanho do Estado, é também necessária uma nova cultura da administração, com a qualificação técnica dos quadros administrativos. Hoje há uma partidarização. Os partidos não indicam os mais qualificados tecnicamente, mas aqueles que se sujeitam a arrecadar fundos para projetos de poder.”

“O atual sistema alimenta os chamados chupins da República. Hoje há uma desarrumação. O país perdeu direção. Precisamos de mudanças radicais para que o país possa aprumar na direção do seu futuro.”

Leitor pergunta como fazer a refundação da República com o atual sistema, sem incorrer no erro do tradicional “toma lá dá cá”.

Alvaro Dias reconheceu que a tarefa é difícil. Mas, no entendimento dele, factível. “Muitos políticos sobrevivem graças a esse sistema corrupto. Mas se não promovermos a ruptura, não vamos avançar. Aposto na nova sociedade que está emergindo. Desde 2013, está havendo mudança. Há no inconsciente coletivo esse movimento que pode se tornar avassalador se alguém interpretá-lo com espaço de visibilidade suficiente.”

- Ao iniciar sua fala durante o Encontro com os Presidenciáveis, promovido pelo Congresso em Foco, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Alvaro Dias, destacou que o Brasil está vivendo um momento que diz respeito ao seu futuro. “Pessoas lúcidas e conscientes devem exercer protagonismo, na medida das suas possibilidades”, disse. Ele afirmou ser pré-candidato porque julga ser de sua responsabilidade oferecer uma contribuição, com proposta alternativa que denomina de “refundação da República”. “Não poderia concluir minha trajetória política sem concluir essa missão, porque fui oposição praticamente minha vida toda, sempre contestando o sistema. Pretendo ser intérprete do desejo de mudança do país, propondo uma ruptura. Refundação da República quer dizer exatamente a mudança radical de sistema”, apontou. “O sistema que impera hoje, que chamamos de balcão de negócios, está desqualificando a gestão”, avaliou.

Quem é Alvaro Dias

Em seu quarto mandato no Senado, Alvaro Dias tem 73 anos, é historiador. Paulista de Quatá, começou sua trajetória política como vereador em Londrina, no Paraná, em 1968. Foi deputado também deputado estadual, federal e senador antes de virar governador do estado, entre 1987 e 1991. Em 1989 foi pré-candidato a presidente do PMDB, mas acabou preterido por Ulysses Guimarães. Voltou ao Senado em 1998. Passou por partidos como o MDB, o PDT, o PSDB e o PV antes de chegar ao Podemos. Com ele, abrimos a série “Encontro com os presidenciáveis”, por meio da qual pretendemos ouvir os candidatos à Presidência.

Fonte: JL/Congresso em Foco
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