CBN - A rádio que toca notícia

RANKING

ONU Mulheres defende ampliação da participação feminina na política

A permanência da cultura machista, inclusive nos partidos políticos, a falta de visibilidade e de investimento em candidaturas femininas e mesmo questões do cotidiano familiar, como a falta de corresponsabilidade entre homens e mulheres na distribuição de tarefas da vida privada, foram apontados como motivos para a presença pouco expressiva delas na política

12/06/18, 13:07

A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, participa de seminário internacional sobre equidade de gênero e representação política das mulheres, na Enap.

O

Brasil ocupa a 32ª posição em um ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre a participação feminina em Parlamentos. Segundo a ONU Mulheres, no Brasil, 10% do total de parlamentares eleitos são mulheres. Apenas Belize tem menor representação parlamentar femina, com percentual de 3,1%. 

O desafio do Brasil para superar esse cenário de desigualdade é o centro do debate do Seminário Internacional Equidade de Gênero: Representação Política de Mulheres – Diálogo Países Nórdicos, Brasil e América Latina, que está sendo realizado em Brasília.

“A gente tem realmente que perguntar o que o Brasil, os brasileiros, as brasileiras e, especialmente, os partidos políticos vão fazer para eleger pelo menos 30% de mulheres nas próximas eleições,” destacou a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman (foto), na abertura do seminário.

Nadine considerou a situação brasileira “inacreditável”, tendo em vista que há políticas de promoção da participação das mulheres nos espaços institucionais, como cotas, desde 1997, e reserva de parte do Fundo Partidário e do horário eleitoral graturito para campanhas de mulheres.

A permanência da cultura machista, inclusive nos partidos políticos, a falta de visibilidade e de investimento em candidaturas femininas e mesmo questões do cotidiano familiar, como a falta de corresponsabilidade entre homens e mulheres na distribuição de tarefas da vida privada, foram apontados como motivos para a presença pouco expressiva delas na política.

Soma-se a isso a situação política de diversos países, ressaltou a consultora das Nações Unidas, Line Bareiro. “Neste momento, temos um enfraquecimento da democracia dentro da região e da institucionalidade democrática. Sem instituições, vai continuar vigorando a lei do mais forte.”

Exemplos internacionais

Na América Latina, o país com maior representatividade política feminina é a Bolívia, que hoje tem, em média, mais de 50% de parlamentares mulheres em suas casas legislativas. O percentual dá à Bolívia o segundo lugar na lista de países com forte presença feminina no Congresso.

Um país africano, Ruanda, está em primeiro lugar, com 61,3% de mulheres atuando na Câmara e 38,5% no Senado, conforme dados da ONU do ano passado. Em termos regionais, destacam-se os países nórdicos. A Suécia, por exemplo, tem 52,2% de parlamentares mulheres.

Participante do seminário, que propõe um diálogo entre diferentes regiões sobre o tema, o embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, afirmou que a igualdade de gênero é um dos pilares da sociedade sueca.

“Não é coincidência que a Suécia tenha tido o primeiro governo feminista do mundo”. O termo tem sido utilizado pelo governo sueco, formado por uma coalizão entre os partidos Social-Democrata e o Verde, que assumiu o poder em 2014.

Comemorando avanços institucionais expressos na formação de governos, o secretário-geral do Centro Latino-americano de Administração para o Desenvolvimento (Clad), Francisco Velázquez, citou o exemplo espanhol, que pela primeira vez tem o governo formado majoritariamente por mulheres, o que ocorreu na última quarta-feira (6). Dos 17 ministros nomeados pelo novo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, 11 são mulheres. Dos homens, dois são assumidamente homossexuais, destacou Velázquez.

Para Velázquez, a participação das mulheres contribui para o fortalecimento do Estado e das instituições. “As mulheres são muito importantes em todas as questões da vida, como é obvio, mas sobretudo na administração pública. Na maioria dos países-membros do Clad, as mulheres são mais de 50% dos trabalhadores, dos servidores públicos”, afirmou.

Caminhos possíveis

Apesar das dificuldades para mudar o quadro de desigualdade de gênero, para a ONU Mulheres, o mundo tem uma oportunidade para ampliar a participação feminina: os compromissos fixados pelos Estados-membros das Nações unidas que ratificaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre os 17 eixos de ação, o quinto trata de igualdade de gênero e tem como uma de suas metas a garantia da “participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública”.

“Temos até 2030 para mudar de verdade o mundo, para realmente ter uma possibilidade de não deixar ninguém para trás e para construir sociedades mais igualitárias. E a gente tem os instrumentos para fazer isso”, afirmou Nadine Gasman.

Um desses instrumentos é o conceito de democracia paritária, que a ONU tem desenvolvido para qualificar e propor “uma profunda transformação dos estados, tanto na qualidade quanto na quantidade da participação política das mulheres, que tem um impacto em todas as políticas e em todos os investimentos”, acrescentou.

Nesta terça-feira (12), a criação, implementação e cumprimento de legislação para a equidade da representação de mulheres no Legislativo e no Executivo, bem como os fatores que determinam a sub-representação das mulheres na política serão debatidos no seminário.

O evento é promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, pela ONU Mulheres, pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, pela Eurosocial e pelas embaixadas dos países nórdicos.As discussões ocorrem na sede da Enap, em Brasília, e também podem ser acompanhadas pela internet.

Fonte: JL/Agência Brasil
TODAS AS NOTÍCIAS DO PORTAL
06/10/18, 16:33 | POLÍTICA - Mais de 500 mil brasileiros em 125 países vão votar nestas eleições
06/10/18, 16:25 | DEMOCRACIA - Eleição polarizada no Brasil ganha destaque na imprensa estrangeira
05/10/18, 19:55 | PESQUISA - Ibope - Piauí, votos válidos: Wellington Dias 53%, Dr. Pessoa 22%, Luciano 15%
05/10/18, 19:42 | REPERCUSSÃO - Jornal francês: Bolsonaro é “racista, homofóbico, misógino e pró-ditadura”
05/10/18, 19:39 | ELEIÇÕES 2018 - Google faz parceria com TSE para esclarecer dúvidas de eleitores
05/10/18, 19:26 | JUSTIÇA ELEITORAL - TSE libera eleitor para votar com camiseta de candidato
05/10/18, 17:02 | MUNDO - 'A maior democracia da América Latina está em perigo', diz jornal britânico
05/10/18, 16:58 | MOVIMENTO - Acadêmicos de todo o mundo alertam: democracia brasileira está em risco
05/10/18, 16:41 | POLÊMICA - Gilmar Mendes manda soltar irmão de Beto Richa e mais sete suspeitos
05/10/18, 15:43 | CAMPANHA ELEITORAL - TSE manda Facebook retirar 'fake news' contra Haddad
05/10/18, 15:32 | POLÍTICA - Bolsonaro e Haddad estão empatados, diz pesquisa do mercado
05/10/18, 14:51 | IMPOSTO - Receita libera consulta do quinto lote de restituição do IRPF 2018
05/10/18, 14:22 | PREMIAÇÃO - Médico e ativista contra violência sexual ganham Nobel da Paz
05/10/18, 13:57 | ELEIÇÕES 2018 - Ministério Público recebe mais de 120 denúncias contra empresas por coação eleitoral
05/10/18, 13:54 | ELEIÇÕES - Apuração das eleições só estará disponível após as 19h
05/10/18, 13:50 | POLÍTICA - 'Nunca mais quero pisar nesse lugar', diz Ciro sobre covardia da Globo
05/10/18, 13:07 | POLÍTICA - Empresários, advogados e deputados são maioria entre candidatos
04/10/18, 21:20 | DECISÃO - LUZILÂNDIA OUTRA VEZ HUMILHADA: TCE bloqueia contas do Município
04/10/18, 20:41 | ECONOMIA - Medo do desemprego recuou em setembro, mas continua acima da média
04/10/18, 20:36 | POLÍTICA - Torcida do Palmeiras grita em canto: Bolsonaro vai ‘matar veado’
04/10/18, 20:33 | DATAFOLHA - Bolsonaro vai a 35% e mantém liderança na disputa à Presidência
04/10/18, 20:12 | ELEIÇÕES 2018 - Governo elabora operação especial para o setor elétrico durante eleições
04/10/18, 19:49 | POLÍTICA - Ministro garante: 280 mil agentes vão garantir tranquilidade nas eleições
04/10/18, 19:37 | OPINAR - Pesquisa aponta Haddad com 56% e Bolsonaro (PSL) com 14,70%dos no PI
04/10/18, 16:53 | PESQUISA - OPINAR: Wellington Dias amplia vantagem e alcança 48,52% no Piauí
04/10/18, 16:07 | ELEIÇÕES 2018 - Haddad vai ao TSE contra fake news divulgadas por apoiadores de Bolsonaro
04/10/18, 15:59 | EDUCAÇÃO - Com Enem, horário de verão começa no dia 18 de novembro
04/10/18, 15:44 | EDUCAÇÃO - A um mês do exame, ansiedade marca alunos que farão Enem
04/10/18, 15:37 | INTERNACIONAL - ONG diz que mais de mil pessoas seguem sob escombros na Indonésia
04/10/18, 15:34 | DECISÃO - TSE confirma que Dilma Rousseff pode disputar eleição ao Senado
« Anterior 31 - 60 | 61 - 90 | 91 - 120 | 121 - 150 | 151 - 180 | 181 - 210 | 211 - 240 | 241 - 270 | 271 - 300 | 301 - 330 Próximo »
JORNAL LUZILANDIA - O Futuro Começa Aqui
Copyright 2003 - Todos os direitos reservados
SITE FILIADO À LITIS CONSULT - REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS
CNPJ nº 35.147.883/0001-41 / CCN Comunicação.com Nordeste
Jornalista Renato Araribóia de Britto Bacellar - Homenagem Especial
Luzilândia - Teresina - Piaui - Brasil
CEP:64049-600 - Rua Lemos Cunha, 1544 - Ininga- Teresina-PI
Telefones: (86) 8804.2526 - 8100.6100
jornalluzilandia@hotmail.com | jornalluzilandia@gmail.com
création de site