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LEVANTAMENTO

68% dos brasileiros acham que saúde está piorando, diz pesquisa

Hospitais: 39% de avaliação negativa. Médicos têm a aprovação mais alta. 55%: já faltou dinheiro para remédio

13/11/17, 22:01

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esquisa DataPoder360 em outubro indica que 68% dos brasileiros acham que situação dos serviços de saúde no país está piorando. Apenas 7% enxergam melhoras no sistema.

Quando a pergunta é sobre o futuro, há 32% dos entrevistados que dizem que os serviços de saúde vão melhorar. Mas 1 percentual igual de brasileiros, de 32%, tem opinião oposta: a situação vai piorar.

O DataPoder360 quis saber também a opinião dos entrevistados sobre operadores da saúde. Nessa estratificação, os hospitais –que são a ponta final do processo– são os mais criticados: 39% avaliam negativamente essas instituições.

Os planos de saúde, em geral alvo de críticas da população e protagonistas de notícias negativas na mídia, são reprovados por apenas 18% dos brasileiros.

Os médicos têm a avaliação positiva mais alta, de 39%. Outros 45% acham os serviços desses profissionais regular.

Este amplo estudo sobre saúde no Brasil foi encomendado ao DataPoder360 pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). A pesquisa foi realizada com critérios estritamente jornalísticos, com os questionários sendo aplicados de 17 a 20 de outubro de 2017.

Foram ouvidas por telefone (com ligações para aparelhos fixos e celulares) 4.133 pessoas com 16 anos ou mais em 178 municípios, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O resultado da pesquisa é público e pode ser acessado na íntegra. Há também 1 resumo com os principais quadros aqui.

O estado do sistema de saúde no Brasil é tema frequente de reportagens. Há no Congresso neste momento (novembro de 2017) uma discussão sobre regulamentação de planos de saúde e como aplicar reajustes a esse serviço para pessoas com mais de 60 anos –hoje, usuários com 60 anos ou mais não podem ter o valor de seus planos reajustados.

Até 2060, a faixa etária com 80 anos ou mais na população brasileira somará 19 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) calcula que 1 em cada 4 brasileiros tem plano de saúde. Esse mercado movimentou R$ 160 bilhões em 2016, ano em que o setor realizou mais de 1 bilhão de procedimentos médicos.

Eis 1 resumo (vídeo de apenas 1 minuto) com algumas das conclusões da pesquisa do DataPoder360 sobre saúde:

INFORMAÇÃO SOBRE REMÉDIOS

Para 54% dos entrevistados, a fonte prioritária de informação para escolher 1 remédio é o médico. Só 7% usam a internet para tomar a decisão.

Uma parcela majoritária da população (53%) confia totalmente (11%) ou mais ou menos (42%) no que lê na internet quando vai buscar informações sobre saúde.

Na hora de comprar e tomar o medicamento, sobe para 83% a porcentagem dos que dizem seguir o que prescreveu o médico.  7% se fiam nos farmacêuticos e 10% ouvem parentes ou amigos.

CUSTO DOS MEDICAMENTOS

Os brasileiros acham que o preço dos remédios é composto sobretudo (64%) pelos impostos cobrados pelo governo.

A maioria (53%) diz bancar sozinha o pagamento na hora de comprar remédios. Há, entretanto, uma parcela significativa dos brasileiros (23%) que adquire medicamentos por meio de algum programa ou (6%) usa farmácia popular ou outro sistema do governo.

O programa Farmácia Popular foi criado em 2004 pelo governo federal. Fornece remédios a preço de custo e alguns itens de graça (para tratamento de hipertensão e diabetes, por exemplo).

Para 58% dos brasileiros, o Farmácia Popular é 1 programa positivo. Só 9% reprovam a iniciativa. Há ainda expressivos 25% dos entrevistados que não conhecem essa facilidade.

Entre os brasileiros, 55% dizem já ter deixado de comprar algum remédio por causa do preço. Só 32% afirmam que nunca passaram por tal dificuldade.

GENÉRICOS

Existe uma ampla diversidade de respostas a respeito de medicamentos genéricos na pesquisa do DataPoder360. O genérico é uma substância que mantém o princípio ativo de 1 remédio, mas sem a marca do laboratório que deu fama ao produto. Por exemplo, a aspirina é o ácido acetilsalicílico.

O mais interessante é a diferença entre os gêneros quando se trata de remédio genérico. Entre os homens, 69% dizem confiar nos medicamentos sem a marca e apenas com o princípio ativo. Esse percentual cai para 39% entre as mulheres.

Os mais velhos (65%) são os que mais se sentem à vontade consumindo genéricos. Mas só 37% dos mais jovens gostam do produto, como mostra o quadro a seguir:

No geral, 63% dos brasileiros dizem que prefeririam remédios “de marca” caso esses e os genéricos tivessem o mesmo preço. Nessas condições, só 11% consumiriam os genéricos.

A decisão para optar entre 1 remédio de marca ou 1 genérico é basicamente o preço. Para 54%, esse é o fator preponderante. Em seguida, 34% falam que a qualidade deve ser considerada.

CONHEÇA O DATAPODER360

A operação jornalística que comanda o Drive e o portal de notícias Poder360 lançou em abril de 2017 uma divisão própria de pesquisas: o DataPoder360.

A missão do DataPoder360 é estudar temas de interesse político, econômico e social. Tudo com a precisão, seriedade e credibilidade do Poder360. Leia as pesquisas já publicadas aqui.

O DataPoder360 não faz pesquisas para governos, partidos nem para políticos.

SAIBA QUAL É A METODOLOGIA

DataPoder360 faz suas pesquisas por meio telefônico a partir de uma base de dados com cerca de 80 milhões de números fixos e celulares em todas as regiões do país.

A seleção dos números discados é feita de maneira aleatória e automática pelo discador.

O estudo é aplicado por meio de um sistema IVR (Interactive Voice Response) no qual os participantes recebem uma ligação com uma gravação e respondem a perguntas por meio do teclado do telefone fixo ou celular.

Só ligações nas quais o entrevistado completa todas as respostas são consideradas. Entrevistas interrompidas ou incompletas são descartadas para não produzirem distorções na base de dados.

Os levantamentos telefônicos permitem alcançar segmentos da população que dificilmente respondem a pesquisas presenciais. É muito mais fácil atingir pessoas em áreas consideradas de risco ou inseguras –como comunidades carentes em grandes cidades– por meio de uma ligação telefônica do que indo até as residências ou tentando abordar esses cidadãos em pontos de fluxo fora dos seus bairros.

O resultado final é ponderado pelas variáveis de sexo, idade, grau de instrução e região de origem do entrevistado ou entrevistada. A ponderação é um procedimento estatístico que visa compensar eventuais desproporcionalidades entre a amostra e a população pesquisada. O objetivo é que a amostra reflita da maneira mais fiel possível o universo que se pretende retratar no estudo.

Fonte: JL/PODER 360
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