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OPINIÃO

Professor de Harvard analisa Bolsonaro como grave perigo à democracia

Steven Levitsky identificou 4 ameaças. Intenções do militar são transparentes. Leia o artigo de Eurípedes Alcântara

10/08/18, 12:24
Por Eurípedes Alcântara, que dirigiu a revista Veja de 2004 a 2016. Antes, foi correspondente em Nova York e diretor-adjunto da revista. Atualmente, é diretor presidente da InnerVoice Comunicação Essencial. Escreve para o Poder360 quinzenalmente, às quintas-feiras (foto)
 
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articipei na 4ª feira (8.ago.2018), em São Paulo, de um jantar oferecido ao professor Steven Levitsky, da Universidade Harvard. À mesa, alguns dos mais influentes empresários brasileiros. O convidado é autor de “How Democracies Die” (“Como as Democracias Morrem”).

O livro, escrito em cooperação com Daniel Ziblatt, ganhará uma edição em português nos próximos meses. Os autores fazem um alerta de amplitude teórica universal sobre a fragilidade das instituições democráticas atuais, mas, a 60 dias de uma das eleições presidenciais mais cruciais de nossa história, é de especial utilidade no cenário político brasileiro.

Levitsky mostrou que, em inversão do famoso “Princípio de Anna Karenina”, no passado os regimes democráticos caiam sempre da mesma maneira: sob o peso das botas militares e das esteiras dos tanques. Na política dos nossos dias, porém, as democracias se infelicitam de diversas maneiras, bem mais sutis, escamoteadas sob o que parece ser a mais perfeita obediência aos ritos eleitorais sadios.

Ilustram a tese de Levitsky um punhado de políticos cortejadores das multidões eleitos livremente e, logo em seguida, degenerados em tiranos.  Alguns perto de nós.  Alberto Fujimori, no Peru. O coronel paraquedista Hugo Chávez, na Venezuela. Daniel Ortega, na Nicarágua. Outros estão mais longe. Recep Tayyp Erdogan, na Turquia. Viktor Órban, na Hungria. Todos eles se serviram de instituições e de eleições democráticas para chegarem ao poder. Todos, uma vez instalados nos palácios, solaparam a democracia.

O essencial, segundo o autor de “How Democracies Die”, é perceber que os tiranos eleitos, em comum, têm o fato de insinuarem no poder por brechas abertas a eles por lideranças políticas, culturais e empresariais e pela imprensa –principalmente por se avaliar, erradamente, que seria fácil manipulá-los depois.  Diz Levitsky: “Muitos deles poderiam ter sido confrontados  e desmascarados em algum momento crucial de sua trajetória ascendente“.  Por que isso não aconteceu? Levitsky responde, no que me parece ser o ponto fulcral de sua argumentação: “O instante em que líderes reconhecidos abdicam de sua responsabilidade política marca o ponto de inflexão de uma nação rumo ao autoritarismo.

Levitsky pensava no presidente americano Donald Tump quando escreveu o livro. Para ele, Trump é um liberticida em construção, que poderia ter sido identificado e detido antes de se tornar presidente, não tivessem os líderes republicanos “abdicado de sua responsabilidade.”  Os convivas do jantar tinham outros nomes na cabeça. Será que alguns dos atuais candidatos a presidente da República no Brasil se encaixam no que Levitsky chama de “teste definitivo” para se detectar um tirano disfarçado de democrata?

Vamos ao teste que Levitsky tomou por empréstimo de um livro de 1967 escrito pelo cientista político Juan Linz, nascido na Alemanha e criado na Espanha.

O político que se encaixa em qualquer uma das 4 condições abaixo oferece grave perigo à democracia:

  • rejeita, em palavras ou ações, as regras do jogo democrático;
  • nega a legitimidade de seus adversários;
  • tolera ou encoraja seus partidários o uso da violência;
  • demonstra propensão ou intenção de restringir as liberdades civis de seus oponentes, incluindo a imprensa.

Depois de estudar o nosso cenário com a ajuda de 3 alunos brasileiros de sua classe em Harvard, o professor Levitsky chegou à conclusão de que Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, se encaixa em todas as 4 condições identificadoras de um futuro mandatário incontrastável.

Levitsky não identificou nos demais candidatos a presidente do Brasil nenhum dos 4 sinais preocupantes.  Diz ele: “Ciro Gomes tem estopim curto, fala demais e é explosivo, mas isso não deve ser confundido com os sinais denunciadores de um tirano em potencial“. Levitsky enxerga uma, digamos, qualidade, em Jair Bolsonaro: “Entre todos os casos que estudei , Bolsonaro é o único que não esconde nada do que pretende fazer antes das eleições. Ele é absolutamente transparente quanto a suas intenções.

Fonte: JL
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