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LAVA JATO

1/3 dos 108 políticos tiveram o patrimônio dobrado com propina

Em 15 anos, um terço dos 108 citados aumentou riqueza com compra de imóveis e carros

17/04/17, 10:28

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m terço dos 108 citados na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin pelo menos dobrou o patrimônio declarado oficialmente nos últimos 15 anos. Acusados de receber propina ou dinheiro via caixa 2 da Odebrecht, 36 políticos adicionaram a seus bens apartamentos, carros, empresas e fazendas.

Em alguns casos, o enriquecimento entre as eleições passou de 1.000%. Aparecem na lista de quem mais ganhou dinheiro três ministros do presidente Michel Temer, oito senadores e 18 deputados, incluindo os presidentes das duas Casas legislativas.

O jornal “O Globo”, que fez o levantamento, avaliou as declarações de bens de 91 dos 108 alvos de pedido de abertura de inquérito no STF que disputaram mais de uma eleição a partir de 2002 e apresentaram para a Justiça Eleitoral estimativa de patrimônio. Dentro desse período, foram comparadas as declarações feitas na primeira e na última campanha de cada um deles. Os outros 17 citados não concorreram a nenhum cargo nesse período ou participaram de só um pleito.

Para justificar a evolução patrimonial acima de 100%, os políticos argumentam que receberam heranças, doações de familiares e tiveram sucesso em suas atividades profissionais ou na comercialização de imóveis.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), teve um aumento de 329,9% de seus bens entre os anos de 2006 e 2014, já descontada a inflação. O patrimônio dele era de R$ 873,8 mil em 2006, na sua primeira eleição para deputado federal. Passou para R$ 1 milhão quatro anos depois ao disputar a reeleição.

Mas a grande explosão aconteceu na eleição seguinte, em 2014, quando Araújo declarou ter bens que, em valores atualizados, somam R$ 3,8 milhões. Em quatro anos (de 2010 a 2014), ele conseguiu fazer seu patrimônio crescer 256% em valores reais. Nesse período, adquiriu um apartamento de frente para o mar em Recife, por R$ 1,5 milhão. Declarou também que fez benfeitorias de R$ 304 mil no imóvel, além de ter R$ 900 mil no banco e R$ 80 mil em espécie.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), teve um aumento de 150% em seu patrimônio entre 2006 e 2010, anos em que disputou eleição para deputado. A soma dos bens do titular da Casa Civil passou de R$ 1,6 milhão para R$ 4 milhões em quatro anos.

Mais rico entre todos os políticos citados na lista de Fachin, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), também aumentou seu patrimônio no período. Entre 2002, quando foi eleito governador do Mato Grosso pela primeira vez, e 2010, quando se elegeu senador, Blairo viu os seus bens crescerem 355%.

Sua principal propriedade na última eleição que disputou eram cotas em uma empresa de participação e administração, avaliadas em R$ 109 milhões. O ministro disse que a evolução patrimonial “é facilmente comprovada pelo recebimento dos dividendos da empresa Amaggi, a 39ª maior do país, e pelo recebimento de uma herança.

Eunício. O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, também teve um grande crescimento patrimonial. Seus bens passaram de R$ 49,2 milhões para R$ 117,8 milhões. Em 2014, ele declarou ser dono de fazendas, apartamentos e uma casa avaliada em R$ 6 milhões em Brasília.

Collor. O senador Fernando Collor aumentou seu patrimônio ao adquirir carros de luxo. Tinha quatro em 2006 e declarou à Justiça ter 14 em 2014, entre eles uma Ferrari preta avaliada em R$ 556 mil. O patrimônio do ex-presidente em 2014 era de R$ 24,2 milhões.

Rodrigo Maia. Quando concorreu à Câmara em 2002, o hoje presidente da Casa, Rodrigo Maia, declarou apenas um bem: um VW Golf. Já em 2014, afirmou possuir um Toyota Corolla 2010 e três imóveis. Seus bens cresceram 873% (de R$ 90 mil para R$ 876 mil).

Daniel Vilela. Outro caso que chama a atenção é o do filho do ex-governador de Goiás Maguito Vilela, Daniel Vilela. Ele viu seus bens aumentarem 862% de 2010 a 2014. Passou a ter uma casa em um condomínio fechado e dois terrenos, em vez de só um apartamento.

Fonte: JL/OTempo
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