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POLÊMICA
Aliados estão preocupados com atuação dos filhos de Bolsonaro no Congresso
10/02/19, 21:31

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eportagem de Bruno Góes no Globo informa que o novo Congresso foi empossado há apenas dez dias. Neste curto período, parlamentares já perceberam que uma associação será inevitável: tudo o que dizem os filhos do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), será diretamente relacionado ao governo.

Para diminuir os riscos de turbulência, ambos já foram aconselhados por aliados a adotar tom de cautela. Desde que começou o ano legislativo, ambos são assediados por aliados e pela imprensa. Alvo de uma investigação sobre transações financeiras atípicas, Flávio prefere não abordar o tema.

De acordo com a publicação, apesar dos conselhos, na última quarta-feira, depois de ignorar jornalistas durante a semana, Eduardo foi incentivado pela segunda condenação do ex-presidente Lula. Foi ao plenário comemorar. Considerou a extinção do PT e apresentou a ideia de que o pacote do ministro Sergio Moro poderia ser “um termômetro” para a reforma da Previdência. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que a reforma é a prioridade.

Um deputado do DEM próximo ao ministro Onyx Lorenzoni criticou o fato de Eduardo ter usado a tribuna para atacar Lula. O parlamentar ponderou que o filho do presidente precisa compreender o papel de quem é governo e trabalhar para pacificar o plenário. Disse ainda que o desejo do governo é que os filhos atuem com discrição para evitar crises na base.

Eleito senador por São Paulo, Major Olímpio (PSL), parlamentar próximo a Eduardo, acredita que a associação com o pai foi intensificada durante a campanha eleitoral. Segundo ele, após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro, Eduardo percorreu as ruas representando também o pai, completa o Jornal O Globo.
 
Fonte: JL/DCM
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br