JORNAL LUZILÂNDIA
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ANIMAIS
"Mãe de bicho também é mãe?" Tutoras de pets garantem que sim
13/05/18, 10:42
 
'D
á trabalho igual a filho', afirma a fotógrafa Cacá Weber, de Curitiba, mãe de cinco animais de estimação. "Mãe de bicho também é mãe! É o que garantem tutoras de animais de estimação de Curitiba.
 
Ela e a esposa Fabiana Weber, que também tem 37 anos e é médica, têm cinco filhos pets.

São três cachorras – Max, Mel e Tapioca –, a tartaruga Hulk e a coelha Cookie. A shih-tzu Mel é a mais tem velha, tem dez anos. A caçula é a Cookie, de 50 dias.

Com duas mães em casa, o carinho é duplicado: "São mimadas duplamente".

"Cada uma tem a sua personalidade. A gente tem que tratar de maneira diferente cada uma. Uma é mais independente, outra é mais manhosa, outra precisa de mais cuidados", explica.

Junto com o papel de mãe, vem a responsabilidade. "Tem gente que tem bichinho em casa e esquece que é um serzinho, que precisa de atenção, que não é um bichinho de pelúcia”.

Para Cacá, as obrigações vão além de alimentar e dar abrigo. Ela lembra de afazeres que devem fazer parte do dia a dia de quem tem animal de estimação.

 
"Vacinar. Levar para passear. Educar. Você precisar dar limite, mostrar o que pode e o que não pode".

Na hora de escolher a filha favorita, Cacá sai pela tangente. "Todas são preferidas. Cada hora uma é a preferida", diz.

Contudo, Cacá entregou Fabiana e contou que a Tapioca é a mais especial para a esposa.

"Ela fala que não, mas acho que ela gosta mais da Tapioca. Foi ela quem encontrou no Facebook, quando estavam pedindo ajuda", relata. Tapioca é uma vira-lata cega e foi adotada.

'Me considero mãe'

Nayran Belo Bueno, de 25 anos, é a mãe de Zara, uma golden retriever de um ano e quatro meses.
 
"Me considero mãe. Comparo com uma relação de mãe e filho. Tenho como referência a relação da minha mãe comigo: o cuidado, o dar bronca, chamar atenção, tentar ensinar o certo", diz a analista de marketing.

Nayran ganhou Zara de Guilherme Bueno, com quem é casada desde março. A filha peluda foi, inclusive, daminha do casamento civil.

Eles pretendem ter filhos humanos daqui dois ou três anos, mas a analista de marketing não quer mudar o convívio com a Zara.

"Eu pretendo que não mude, da minha parte tenho certeza que não vai mudar. Quero que a Zara tenha relação de irmã com o bebê", afirma.

Nayran também se recorda da mudança que houve na sua vida, com a chegada de Zara. Ela já tinha tido cachorro em outras fases, o que era diferente, já que a responsabilidade não era toda dela.
 
"Muda tudo. É como se tivesse um filho mesmo. Muda nossa visão. Nem tudo a gente pode fazer. Se está doente, não vai deixar sozinho. Tem a parte financeira, tem que cuidar para não faltar nada".
Fonte: JL/Globo
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br