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ARTIGO
Empreendedorismo, na visão de Edivan Batista Carvalho
13/04/18, 14:59

Por Edivan Batista Carvalho, especialista em Análise Econômico-Financeira, Crédito, Planejamento e Políticas Públicas; Sócio da EB PARCERIAS (foto)

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o Brasil, micro, pequenas e médias empresas (MPE) são parte significativa da geração de trabalho, tributos e inovação, protagonistas do empreendedorismo, reinventando-se para garantir a sobrevivência. Atualmente, ocorre a disruptura de conceitos tradicionais e o “mercado” vivencia a dinâmica revolucionária das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em tempo real, startups e novos produtos e serviços criados em função de experiências e necessidades de consumidores. No entanto, ainda é alta a mortalidade de negócios.

Ao refletirmos sobre a temática, lembramos das provocações contidas no livro “SUA IDEIA VALE UM NEGÓCIO?”, de Michael E. Gerber, publicado pela Editora Gente em 2011, e resolvemos compartilhar algumas daquelas ideias, auxiliando pessoas já embrenhadas em atividades produtivas e outras que desejam empreender.

Esse guru do empreendedorismo alerta que “um negócio existe apenas quando é percebido pelos outros”, ou seja, a razão de ser de uma empresa é satisfazer às necessidades, expectativas e preferências de quatro grupos: funcionários, clientes, fornecedores e sócios/instituições financeiras (stakeholders).

Outro aspecto presente na obra do autor é a necessária atenção ao mercado, tendo em vista que, para ter sucesso, qualquer negócio deve oferecer mais do que seus concorrentes.

É oportuno advertir a quem se aventura a empreender sobre cinco habilidades essenciais para um negócio: “concentração, diferenciação, organização, inovação e comunicação”.

Quando se trata de resolver problemas, Gerber sugere que respondamos: “O que nossos clientes, funcionários, fornecedores e financiadores gostariam que fizéssemos para eles que, atualmente, nossa empresa nem nossos concorrentes oferecem?”

De inúmeros ensinamentos na referida obra, destacamos ainda:

1.      Até mesmo boas ideias se transformam em ideias ruins com o tempo;

2.      Para a maioria dos negócios, as pessoas são um problema;

3.      Nenhuma boa resposta é definitiva;

4.      Poucos entendem o significado do dinheiro;

5.      Um negócio é algo vivo;

6.      Uma ideia precisa ser capaz de atrair o interesse e a atenção;

7.      Inovação é algo divertido, inteligente, leve, prazeroso;

8.      Nunca se obtém uma segunda chance para ter uma primeira impressão;

9.      Você tem de cuidar do dinheiro, diariamente;

10.   Empreender não é para covardes, fracos de coração e sentimentais.

Porque pessoas precisam ter objetivos e sentir-se conectadas a algo maior, Gerber enfatiza: “empreendimentos precisam buscar um ideal, implementá-lo de maneira significativa e assumir responsabilidade pelas condições do mundo em que se estabelece, de pessoas com as quais interage, de seus filhos e netos, enfim, da própria vida”.

Da nossa parte, também recomendamos que empresário deve avaliar permanentemente seu negócio, a situação econômico-financeira, antecipar-se a problemas, identificar aspectos que precisem de ações corretivas e ou de melhorias, a fim de subsidiar decisões e o replanejamento de forma oportuna e adequada.

Fonte: JL
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br