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VIOLÊNCIA
Jungmann oferece Força Nacional ao Pará após 21 mortes em presídio
12/04/18, 13:53

A

pós a tentativa de fuga na 3ª (10.abr.2018) que resultou em 21 mortos num presídio em Belém (PA), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que o governo federal colocou a Polícia Federal e a Força Nacional à disposição do governo do Estado.

No final da tarde desta 4ª feira (11.abr), o presidente Michel Temer e Jungmann se reuniram no Palácio do Planalto para discutir a violência no Pará.

Temer ainda não se pronunciou sobre o ocorrido no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III, apesar de ter adotado a segurança pública como uma de suas bandeiras desde a intervenção federal na segurança no Rio, em 16 de fevereiro de 2018.

O caso

Segundo a Susipe (Secretaria de Segurança Pública do Pará), 1 grupo fortemente armado tentou invadir a prisão por volta das 13h de 3ª feira (10.abr) para dar apoio à fuga dos presos. De acordo com a secretaria, foram utilizados explosivos contra 1 dos muros do solário do Pavilhão C na tentativa de resgate. Além disso, detentos também tinham armas dentro do presídio.

Houve intensa troca de tiros entre o grupo armado, os presos e o Batalhão Penitenciário. Ao fim da operação, as autoridades confirmaram a apreensão de pelo menos 4 fuzis, 3 pistolas, 2 revólveres, 2 espingardas calibre 12 e uma metralhadora 9 milímetros.

Entre os mortos, 13 já foram reconhecidos, incluindo 10 detentos, 2 homens que fariam parte do bando que tentou invadir o complexo para resgatar os presos, e 1 agente prisional.

Todos os 13 corpos reconhecidos já foram liberados pelo IML (Instituto Médico-Legal) do Estado e 8 corpos aguardam reconhecimento de parentes. Os 4 agentes prisionais feridos na troca de tiros permanecem em observação médica, mas não correm risco.

A unidade onde ocorreu a tentativa de fuga está superlotada. Segundo a Susipe, estão presos no local 1 total de 605 detentos, mas a capacidade é de 432 internos. O complexo penitenciário de Santa Izabel tem, ao todo, 9 unidades e abriga cerca de 6.000 presos. A situação nas outras unidades está normalizada, garantiu o governo estadual.

Também, 1 dia antes da tentativa invasão ao presídio, houve uma sequência de 11 assassinatos em diferentes bairros da capital paraense, que podem estar relacionados ao homicídio de policiais militares ocorrido também dias antes. O governo estadual ainda não se pronunciou sobre a oferta do ministro Jungmann.

Fonte: JL/PODER 360
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br