JORNAL LUZILÂNDIA
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HISTÓRIA
11 DE JANEIRO DE 1968: 'João Claudino no Piauí'
11/01/18, 11:59
Por Deusval Lacerda de Moraes, economista
 
11 de janeiro de 1968. Data da chegada do empresário potiguar-paraibano João Claudino Fernandes ao Piauí. Podemos dizer, sem sombra de dúvidas, que é o marco do divisor de águas dos negócios - comércio, indústria, empreendimento - do Estado do Piauí. São 50 anos de organização em conglomerado industrial em terras mafrenses.

João Claudino chegou ao Piauí aos 37 anos de idade. Mas com uma vasta experiência comercial em Cajazeiras-PB, e também já com negócios no Estado do Maranhão, procurava nesta sub-região Meio-Norte do Nordeste do Brasil um local ideal para centralizar os seus estabelecimentos comerciais.

Não poderia ser outra cidade, mas Teresina. Por várias razões. Vizinha do Estado do Maranhão. Capital de um Estado com grande dimensão territorial e capacidade de expansão do seu negócio carro-chefe: Armazém Paraíba. E localizada no Centro-Norte piauiense e acessível aos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco.

João Claudino mudou a cultura de fazer comércio no Piauí. Pois arrojado, intuitivo e sobremaneira determinado, diversificou as suas atividades comerciais de acordo com as necessidades do mercado e que se transformou num industrial de primeira grandeza dos diversos conglomerados negociais nordestinos da atualidade.

Homem de visão e dedicado àquilo que a vocação lhe mandou fazer. Farejador de bons e grandes negócios e que no final das contas tudo acontece da maneira como planejou. Enfim, é um sertanejo de gênio empresarial invejável, pois tudo que toca vira ouro.

Possui também a capacidade de enxergar longe, descobridor de talentos e observador meticuloso dos fatos e dos acontecimentos ao seu redor. Conhecedor da psicologia humana e por isso a sua primazia de escolher as pessoas certas para os lugares certos.  
  
Isto tudo ele já demonstrou nos seus 50 anos de Piauí. E o Piauí agradece. Pois deu um salto gigantesco na economia do Estado, gerando impostos, emprego, renda, progresso e desenvolvimento. E não para por aí. João Claudino, com seus 87 anos de idade, não para de pensar em produzir e gerar riquezas. É realmente um homem raro.

Ainda trata-se de um mecenas. Um empresário de profunda sensibilidade e que valoriza e preserva a cultura, as artes e o mundo artístico e da criatividade nordestina. Pois não há um único evento das suas atividades que não potencialize a cultura regional.

João Claudino é um nordestino que o Brasil precisa. E todos nós piauienses de boa-fé agradecemos pelo seu insight de ter escolhido Teresina para morar. Parabéns pelos 50 anos no Piauí. Vida longa!
Fonte: JL
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br