ponto critico
  Sexta, 10 de Setembro de 2008
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Parlatório 14/07/2010 - 15:23:57

Jornalista solta o verbo

Em comentário hoje pela manhã na Rádio Teresina FM (91,9 MHz), o jornalista Carlos Augusto de Araújo Lima disse estranhar que membros do Partido dos Trabalhadores tenham enriquecido tanto em apenas sete anos ao ponto de constituir algumas das maiores fortunas do estado na atualidade. Ele afirmou que os petistas enriqueceram sem que tenham ganho na loteria nem mesmo explorado algum ramo econômico de grande rentabilidade, como minas de ouro e diamantes, tampouco tendo herdado riqueza de parentes ricos que provavelmente tenham falecido. De modo algum, acrescentou o jornalista, por isso ele defende que o Ministério Público Eleitoral deve investigar o enriquecimento de petistas que ele considera ilícito (por Toni Rodrigues)

 
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Parlatório 14/07/2010 - 09:31:39

"Ficha Limpa" pega peixe graúdo?

Não parece, mas, aos poucos, a sociedade vence a corrupção eleitoral e as estripulias dos políticos. Com a volta da fidelidade partidária, de forma clara e definitiva, centenas de vereadores eleitos em 2004 perderam seus mandatos no Piauí. Mais de 800 deles foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral porque mudaram de partido sem justificativa.

Na legislatura seguinte, a que se instalou após as eleições de 2008, dezenas de prefeitos já perderam seus mandatos no Piauí por compra de voto e uso da máquina administrativa na campanha eleitoral. Os julgamentos dos que se elegeram à margem da lei prosseguem. O que se vê no Piauí acontece também em vários estados brasileiros.

Agora, a Justiça Eleitoral ganha um reforço extra, a Lei da "Ficha Limpa", criada para melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos. A lei nasceu de iniciativa popular, uma mobilização nacional feita a partir de 2008 que reuniu 1 milhão e 300 mil assinaturas no projeto apresentado ao Congresso Nacional.

Além de considerar a vida pregressa dos candidatos, o projeto pretendeu impedir o registro de candidaturas de pessoas condenadas por um colegiado (2ª instância) e o fim do foro privilegiado para políticos envolvidos em crimes graves como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas.

O que é preciso saber, agora, é se a tal lei pega mesmo. É se ela vai punir quem tem as costas largas, os peixes graúdos, a exemplo do que ocorreu e ocorre com a arraia-miúda, no caso os vereadores e prefeitinhos. Ou seja, é preciso saber se, na prática, a lei vale para todos. Ou ela pega igualmente os tubarões ou em pouco tempo estará desacreditada, servindo de chacota.

Até aqui o que se vê são os adversários jogando lama uns nos outros. À Justiça Eleitoral, que age sem partidarismos, caberá mostrar quem efetivamente está com a ficha limpa e em condições de receber o voto da população para representá-la pelos próximos quatro anos. É o que se saberá até 5 de agosto, quando todos os processos de impugnação deverão estar julgados (por Zózimo Tavares)

 
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